quarta-feira, 30 de maio de 2012

Curso de Cinema e Audiovisual subscreve a Carta de Sobral


No período de 23 a 26 de maio aconteceu, em Sobral, no Ceará, o I Nossas Américas - Nossos Cinemas, encontro de jovens realizadores de 16 nações. O Curso de Cinema e Audiovisual da UFPA foi representando pela aluna, Yasmin Pires. Abaixo publicamos a Carta de Sobral com os princípios norteadores tirados a partir dos debates.

Carta de Sobral 

Nós, reunidos em Sobral, Ceará, Brasil, de 23 a 26 de maio de 2012, no marco do primeiro “Nossas Américas, Nossos Cinemas”, participamos do primeiro encontro de jovens realizadores da América Latina e Caribe, unindo 16 nações, promovendo um intercâmbio entre gerações. Entendemos a juventude como um estado de espírito em luta, sem preconceitos e aberto e nos reconhecemos como povos irmãos.

 Este encontro tem, como objetivo, refletir, compartilhar experiências dos realizadores audiovisuais e gerar ações sobre a linguagem audiovisual, a comunicação, com o fim de manter vivo um movimento integrador da nossa “AbyaYala” (América Latina e Caribe).

Trabalhamos com as heranças milenárias herdadas dos povos originários, transmitida aos povos transplantados, brancos pobres e escravos africanos trazidos por barcos colonizadores, e reinventados pelos povos presentes neste encontro.

Reconhecendo e recusando a ditadura do mercado que oprime nossos povos e seus imaginários culturais, seguiremos os seguintes princípios:

1. Considerando A “DECLARAÇAO UNIVERSAL SOBRE A DIVERSIDADE CULTURAL”, da UNESCO, entre outros instrumentos internacionais que garantem a identidade e diversidade cultural a partir da produção cultural, entendemos a realização audiovisual como um direito humano;

2. Exigir e proteger a plena vigência do direito à linguagem cinematográfica e audiovisual dos nossos povos, promovendo legislações que o garantam a cada uma de nossas nações;

3. Entendemos o audiovisual como um fato político e artístico de ressignificação e transformação sociocultural;

4. Apoiar os direitos do público com base nos conceitos marcados pela Carta de Tabor (1987), criada pela FICC (Federação Internacional de Cineclubes), para a formação de públicos pela ação dos cineclubes e das salas de cinema cultural, também apoiando e difundindo o dia 10 de maio como o dia do público;

5. Garantir a alfabetização e educação audiovisual dos nossos povos, na sua dimensão artística e política, encorajando a leitura crítica dos meios de comunicação;

6. Exigir o direito a livre comunicação, informação, expressão e acesso aos meios audiovisuais para todos os povos da América Latina e do Caribe;

7. Defender o espectro radioeletrônico e a internet como bens públicos comunitários com a finalidade de preservar o espaço da comunicação sem censuras, tendo como referência a “LEY DE MEDIOS Y SERVICIOS DE COMUNICACION AUDIOVISUAL”, da Argentina, e a nova “LEY DE TELECOMUNICACIONES”, da Bolívia. Também nos declaramos abertamente contra o projeto “ACTA”, a lei “SOPA” e qualquer outro ato que ameace a liberdade de expressão dos povos e nos propomos a fomentar o uso das licenças “creative commons” e bases operativas como o LINUX, e outros softwares livres;

8. Acompanhar e estimular os processos já existentes na organização do setor audiovisual, que compartilhem os mesmos princípios levantados por essa Carta, e recomendar a sua criação a níveis locais, regionais e nacionais, onde não existam;

9. Exigir dos Estados garantias constitucionais para os realizadores que sofrem perseguição e ameaças a sua integridade física e intelectual. Exigimos o tratamento especial diferenciado do realizador e realizadora audiovisual, da mesma forma que recebem os jornalistas com relação à proteção e reserva das suas fontes; 

10. Incrementar espaços e oportunidades de acesso à informação e capacitação integral, bem como tecnologias já existentes e por serem inventadas, com o fim de garantir o direito de produção e circulação do audiovisual dos povos da América Latina e do Caribe;

11. Promover mecanismos de fomento, sustentabilidade e continuidade dos processos de produção audiovisual dos povos da América Latina e do Caribe;

12. Promover a integração cultural latino-americana e caribenha, respeitando a nossa diversidade cultural com o fim de exercer um processo de compreensão de uma identidade comum;

13. Fomentar o pensamento, trabalho e tomada de decisões de maneira coletiva, respeitando as particularidades e construindo nossos laços com base na transparência e horizontalidade;

14. Estabelecer a regularidade e itinerância deste espaço, de caráter aberto em “AbyaYala”, com rotatividade dos representantes, que devem socializar localmente os debates levantados nos encontros;

15. Instituímos a rede virtual como meio válido de vinculação e discussão;

16. Defendemos a liberdade criativa de formatos e estéticas na linguagem audiovisual, respeitando e fomentando a diversidade dos imaginários culturais dos nossos povos e nações latino-americanos e caribenhos, não permitindo nenhuma hegemonia estética imposta;

17. Promover a solidariedade, a cooperação e o trabalho associativo entre os nossos povos;

18. Promover a produção audiovisual com atitude critica e superadora sobre os nossos imaginários, realidades, histórias, espaços comuns, semelhanças e contradições;

19. Gerar uma interação direta entre as produções audiovisuais e os públicos, por meio de todos os formatos e linguagens existentes e por serem criados;

20. Fomentar o uso das línguas ancestrais dos povos originários, e dialetos da América Latina e do Caribe para ampla difusão dos conteúdos audiovisuais produzidos pelas comunidades, tendo como referência o artigo 16 da “Declaração das Nações Unidas sobre os Direitos dos Povos Indígenas” e outros instrumentos internacionais;

21. Convocar para este espaço as nações e povos hoje ausentes neste encontro, procurando a integração e representação de todos os povos e nações que habitam os países da América Latina e do Caribe;

22. Reconhecer como válida a experiência e formação não-acadêmica, acreditando na importância dos conhecimentos vivenciais nas áreas não-pedagógicas;

23. Fortalecer o eixo fundamental dos espaços de formação e capacitação acadêmicos e não acadêmicos, de realizadores audiovisuais, no exercício da memória e história de nossos povos;

24. Cremos importante gerar o intercâmbio e distribuição de obras audiovisuais traduzidas nas línguas faladas no nosso continente. Nesse sentido, comprometemo-nos, de forma colaborativa, a traduzir, dublar e legendar as obras audiovisuais e documentos que produzirmos;

25. Este processo não obedece a interesses político-partidários. Sendo este grupo multinacional, composto por diversos setores da sociedade civil, entidades governamentais, grupos prontos ao debate e à recomendação de propostas de políticas públicas para o audiovisual e à comunicação dos nossos povos.

Ações:

Decidimos pela criação de diversos grupos de trabalho responsáveis pelas seguintes ações:

Comunicação:

1. Criação e manutenção de uma lista de comunicação via internet. O moderador da rede se alternará em cada um dos encontros;
2. Criação de um Portal;
3. Criação de um boletim eletrônico mensal.

Intercâmbio e Residência Audiovisual:

1. Formar um grupo de coordenadores, um em cada país, para o desenvolvimento desta experiência na América Latina e no Caribe, com o compromisso de criar uma lista de anfitriões e residentes;

2. As modalidades de residência serão definidas pelas partes envolvidas caso a caso.

Declarações:

1. Declaramos nosso apoio à promulgação da nova lei cinematográfica e audiovisual do Peru, por parte das instituições de que participamos neste encontro, e o faremos, formalmente, por meio de uma carta;

2. Manifestamos o apoio à criação e aplicação das leis de cinema e audiovisual que estão sendo debatidas no Paraguai, atualmente em etapa de construção;

3. Expressamos nossa preocupação e exigimos de nossos governos cessar a guerra, o genocídio e a perseguição infligidos aos povos indígenas e afrodescendentes da Colômbia, e deter a onda de violência vivenciada em países como México que limitam o livre desenvolvimento dos direitos a justiça e a comunicação democrática;

4. Apoio à continuidade e permanência da Jornada de Cinema da Bahia, encontro que já tem 40 anos de atividades e que corre o risco de não se realizar este ano. Ressaltamos que, no seu contexto, nasceu a Lei do curta-metragem no Brasil e a Associação Brasileira de Documentaristas;

5. Apoiamos a realização do encontro Cariri / Caribe;

6. Saudamos a designação de 2012 como “Ano Internacional da Comunicação Indígena” e a celebração do XI Festival de Cinema Indígena de cineastas dos povos originários, na Colômbia, em setembro deste ano;

7. Expressamos nossa profunda preocupação diante do próximo Encontro de Desenvolvimento Sustentável Rio+20, diante da forma autocrática como foi definida sua agenda em muitos casos, e diante do fato de os acordos tomados pelos presentes governos comprometerem gerações presente e futuras;

8. Solidarizamo-nos com o fim do bloqueio a Cuba;

9. No mês de novembro deste ano, realizaremos uma reunião na Tríplice-Fronteira, na cidade de Iguazú, Misiones, Argentina, com a finalidade de preparar o segundo encontro de Jovens Realizadores da América Latina e do Caribe, a ser realizado em 2013 no Peru.


Sobral, Ceará, Brasil, 26 de maio de 2012.

quinta-feira, 26 de abril de 2012

UFPA abre concurso para professor de fotografia cinematográfica


O Curso de Bacharelado em Cinema e Audiovisual da Universidade Federal do Pará realiza concurso público para professor adjunto de Fotografia Cinematográfica. O edital está disponível no site: http://www.ceps.ufpa.br/daves/docentes_ufpa_2011_1/todo/aberto/edital%2085-2012/Edital/Edital%2085-2012.pdf

Veja o local de prova dos inscritos no Programa Jovens Talentos

Calouros de Cinema e Audiovisual Local de Prova

FLOR DE LIZ REIS PINHEIRO - UNIVERSIDADE FEDERAL DO PARÁ (UFPA) - CAMPUS PROFISSIONAL - BLOCO A- Sala 00688

MARCIANE NOVAIS SOUSA - UNIVERSIDADE FEDERAL DO PARÁ (UFPA) - CAMPUS PROFISSIONAL - BLOCO E- Sala 00722

RAFAEL BRUNO SILVA E SILVA - UNIVERSIDADE FEDERAL DO PARÁ (UFPA) - CAMPUS PROFISSIONAL - BLOCO H- Sala 00738

SILAS SEABRA DE SOUSA - UNIVERSIDADE FEDERAL DO PARÁ (UFPA) - CAMPUS PROFISSIONAL - BLOCO J - Sala 00751
Para visualizar o seu local de prova, cada aluno também pode acessar a página do JTC (http://jovenstalentos.capes.gov.br/bolsas/). À direita, na página, aparece um link com a mensagem "Participante, Confira aqui seu local de prova". O aluno deve clicar nesse link. Em seguida, é só inserir o número do CPF para ter acesso à informação sobre o local. Como informado antes, todas as salas de aplicação da prova estão localizadas no Campus Universitário do Guamá, em Belém.

quarta-feira, 25 de abril de 2012

UFPA abre concurso para professor de fotografia cinematográfica



O Curso de Bacharelado em Cinema e Audiovisual da Universidade Federal do Pará realiza concurso público para professor adjunto de Fotografia Cinematográfica. O edital está disponível no site:



terça-feira, 24 de abril de 2012

Programa 'Jovens Talentos' Convoca para concurso



O processo seletivo será realizado no dia 29 de abril de 2012, com início às 13h00 (horário oficial de Brasília-DF), em todas as Instituições participantes de todas as Unidades da Federação e terá duração de 4 horas e 30 minutos.


Os participantes deverão consultar seus locais de prova nos endereços eletrônico www.capes.gov.br e www.cnpq.br.


No dia de realização do processo seletivo, os portões de acesso aos locais de provas serão abertos às 12h00min e fechados às 13h00min, de acordo com o horário oficial de Brasília-DF, não sendo permitida a entrada do PARTICIPANTE que se apresentar após o fechamento dos portões.


Recomenda-se que TODOS os PARTICIPANTES compareçam ao local de aplicação das provas no período de 12h00min as 13h00min, de acordo com o horário oficial de Brasília-DF.


.É obrigatória a apresentação de documento de identificação original com foto para a realização das provas.


Considera-se como documento válido para identificação do PARTICIPANTE: cédula de identidade (RG) expedida por Secretarias de Segurança Pública, pelas Forças Armadas, pela Polícia Militar, pela Polícia Federal; a identidade expedida pelo Ministério das Relações Exteriores para estrangeiros; a Carteira
de Trabalho e Previdência Social; o Certificado de Reservista; o Passaporte;  a Carteira Nacional de Habilitação com fotografia, na forma da Lei nº 9.503, de 23 de setembro de 1997 e a  Carteira de Identidade Estudantil emitida por instituição pública federal de ensino superior.


O PARTICIPANTE impossibilitado de apresentar o documento de identificação original com foto no dia  de realização do processo seletivo, por motivo de extravio, perda, furto ou roubo, poderá realizar as provas, desde que: apresente o Boletim de Ocorrência expedido por órgão policial e emitido há, no máximo, 90 (noventa) dias da data de aplicação das provas.

Os resultados serão divulgados no mês de julho de 2012. Os PARTICIPANTES poderão acessar os seus resultados individuais  nos endereços eletrônicos www.capes.gov.br e www.cnpq.br.

Calouros de Cinema e Audiovisual                                     Local de Prova

FLOR DE LIZ REIS PINHEIRO - UNIVERSIDADE FEDERAL DO PARÁ (UFPA) - CAMPUS PROFISSIONAL - BLOCO A  -  Sala 00688

MARCIANE NOVAIS SOUSA - UNIVERSIDADE FEDERAL DO PARÁ (UFPA) - CAMPUS PROFISSIONAL - BLOCO E  - Sala 00722

RAFAEL BRUNO SILVA E SILVA - UNIVERSIDADE FEDERAL DO PARÁ (UFPA) - CAMPUS PROFISSIONAL - BLOCO H  - Sala 00738

SILAS SEABRA DE SOUSA - UNIVERSIDADE FEDERAL DO PARÁ (UFPA) - CAMPUS PROFISSIONAL - BLOCO J - Sala 00751



segunda-feira, 23 de abril de 2012

O Futuro que Queremos para o Cinema Olympia


Depois de três dias, encerrou neste domingo (22/04) a programação promovida pelo curso de Cinema e Audiovisual em parceria com Associação de Críticos de Cinema do Pará para marcar os 100 anos do Cinema Olympia. A todos que participaram, debateram, trabalharam, contribuíram e nos apoiaram, nossos sinceros agradecimentos. Amanhã, 24/04, o Cinema completa 100 anos. Entretanto, mais do que festejar o presente, entendemos, que é preciso também pensar no futuro.

O Olympia tem um significado especial para nós da UFPA que iniciamos esse desafio de estruturar o primeiro curso de Bacharelado em Cinema e Audiovisual da região Norte. Não gostaríamos de ver este espaço centenário fechar suas portas a exemplo do que aconteceu com os cinemas Palácio e o Nazaré. Por isso, gostaríamos de ver o Olympia se tornar um Cinema Universitário. Vislumbramos que o Cinema Olympia torne-se um espaço alternativo de projeção de filmes e ao mesmo tempo um convite para a reflexão, para o debate e para o aprendizado por meio da integração entre cinema, cultura, educação e artes. Seria uma contribuição valiosa para a sociedade de Belém, carente de salas de cinema e seria uma alternativa ao cinema comercial exibido pelo sistema multiplex em shoppings centers.

Hoje, segundo dados da ANCINE 83% das salas de cinema estão localizadas dentro dos shoppings centers. Em 2010, 90% das salas abertas foram inauguradas dentro de um shopping center. Em 2011, 96% das salas inauguradas também estavam localizadas dentro de um shopping center. Não temos nada contra o sistema multiplex, como são chamados os novos complexos de cinema que começaram a ser construídos no Brasil a partir de 1997. Há autores que afirmam que o multiplex apresentou ao Brasil o jeito estrangeiro de consumir cinema. Há pesquisadores que dizem que os multiplex chegaram ao Brasil porque as empresas hollywoodianas estavam preocupadas com o baixo consumo de blockbuster no País (as grandes produções estrangeiras). Mas se isso é verdade, é verdadeiro também que os multiplex têm aproximado cada vez as pessoas das salas de cinema. Mas grande parte da população não tem condições de comprar ingresso para entrar nestes espaços e assistir a um filme. E se conseguem ir ao cinema pagando 15, 20, 40 reais, pouca opção possuem já que a grande oferta é dos blockbusters.

Por todas as razões expostas é que desejamos que o cinema Olympia continue vivo e de preferência que possa se tornar um Cinema Universitário, tornando-se um espaço alternativo e de muitas alternativas de descobertas do Cinema.

quinta-feira, 19 de abril de 2012

Seminário 100 anos do Olympia inicia nesta sexta-feira (20/04)

Com uma programação imperdível inicia, nesta sexta-feira, 19/04, às 8h30, e vai até domingo, 22, o Seminário 100 anos do Cinema Olympia: histórias, desafios e perspectivas. O evento é uma promoção do Curso de Cinema e Audiovisual da UFPA em parceria com o Cinema Olympia e a Associação de Críticos de Cinema do Pará. Confira a programação abaixo:



• 20 de Abril 2012 (Sexta-Feira)
Local: Cinema Olympia
8h – Credenciamento
8h30 – Abertura: UFPA, PMB, ACCPA

9h – Conferência de Abertura “A História do Cinema Olympia – entre o passado e o futuro”
Conferencista: Pedro Veriano - Médico, jornalista, critico e pesquisador de cinema com três livros publicados sobre o assunto ("A Critica de Cinema em Belém", "Cinema no Tucupi" e "Fazendo Fitas"). Colunista de cinema em "A Província do Pará" de 1963 a 2001. Responsável pela coluna de cinema de "A Voz de Nazaré".Autor de curtas entre 1951-1974 e vídeos de 2001 em diante. Dirigiu um cine-clube (APCC) entre 1967-1986. Presidiu a Associação de Críticos do Pará por largo período. Exibiu filmes na garagem de sua casa que chamava de Cine Bandeirante de 1950 a 1984.

10h30 – Intervalo

11h – Conferência “As Musas do Cinema Olympia”
Conferencista: Luzia Miranda Álvares – Professora da UFPA, doutora em Ciência Política pelo Instituto Universitário de Pesquisas do Rio de Janeiro (2004). É jornalista (crítica de cinema) desde 1972 e articulista de temas sobre política das Organizações Rômulo Maiorana. Faz parte da diretoria da Associação Brasileira de Ciência Política-ABCP. É coordenadora da Rede Feminista de Estudos e Pesquisa sobre a Mulher e Gênero. Coordenadora do Grupo de Estudos e Pesquisas Eneida de Moraes sobre Mulher e Gênero-GEPEM/UFPA.

12h30 – Intervalo para Almoço

14h30 – Mesa Redonda “O Futuro que Queremos para o Cinema Olympia”
Debatedores: Ana Cláudia Melo – Mestre e Especialista em Cinema (Unisinos-RS), professora e coordenadora do Curso de Bacharelado em Cinema Audiovisual; Filomena Mata – Arquiteta e Coordenadora do Programa Monumenta em Belém; Afonso Galindo – Documentarista e Coordenador do Núcleo de Produção Digital do Instituto de Artes do Pará; Abel Loureiro – Vereador de Belém e autor do Projeto de Lei que torna o Cinema Olympia Patrimônio de Belém.
Mediadora: Ana L. Lobato – Professora Doutora do Curso de Cinema e Audiovisual da UFPA.

16h - Intervalo

16h30 – Mesa Redonda “A Exibição e Distribuição na Indústria Cinematográfica Brasileira: eis a questão”
Debatedores: Alessandra Meleiro – Professora da UFF. Pós-doutora pela University of London (Media and Film Studies) . Pesquisadora Associada do Centro Brasileiro de Análise e Planejamento (www.cebrap.org.br), onde Coordena o Centro de Análise do Cinema e do Audiovisual (www.cenacine.com.br). Autora do livro O Novo Cinema Iraniano: uma opção pela intervenção social e organizadora das coleções Cinema no mundo: indústria, política e mercado , com cinco volumes (África, América Latina, Europa, Ásia e Estados Unidos), que contou com a colaboração de 35 autores de 20 países, e A Indústria Cinematográfica e Audiovisual Brasileira , que conta com seis volumes (Cinema e Políticas de Estado, Cinema e Economia Política e Cinema e Mercado, dentre outros).
Augusto Pacheco - Programador do Cine Estação
Patricia Lio - Gerente Cine Líbero Luxardo
Mediador: Marco Antônio Moreira – Jornalista e Crítico de Cinema.

Encerramento: 18h

• 21 de Abril ( SÁBADO)
10h30 – Mesa Redonda “A Crítica no Cinema Brasileiro”
Debatedores: Luiz Zanin - Jornalista, críticos de Cinema do Jornal O Estado de São Paulo. Autor dos Livros “Cinema De Novo – Um Balanço Crítico da Retomada”, “Guilherme De Almeida Prado” (Coleção Aplauso) e “Fome de Bola – Cinema e Futebol no Brasil”.
Maria do Rosário Caetano – Jornalista e Pesquisadora. Integra a equipe da Revista de Cinema e colabora com o jornal Brasil de Fato. Autora do livro "Cinema Latino-Americano - Entrevistas e Filmes". Escreveu para a Coleção Aplauso, da Imprensa Oficial de SP, os livros "João Batista de Andrade - Alguma Solidão e Muitas Histórias" (2003), Fernando Meirelles -Biografia Prematura (2005) e "Marlene França - Do Sertão da Bahia ao Clã Matarazzo" (2010).
Marco Antonio Moreira - Crítico de Cinema.
Luizan Pinheiro (Doutor em Artes. Professor da UFPA/ICA)
Mediador: Arnaldo Prado Jr. (ACCPA)

12h30 Intervalo para Almoço
14h – Conferência “Os cinemas de uma época”
Conferencista Pere Petit - Professor da Faculdade de História da UFPA, doutor em História Econômica pela USP, mestre pela Universidad Central de Venezuela, formado em História Contemporânea pela Universitat de Barcelona.
15h30 – Intervalo
16h – Mesa Redonda Viver de Cinema e Viver por Cinema
Debatedores: Roberto Nunes (Especialista em Direito do Entretenimento/SP); Adriano Barroso (Ator e realizador audiovisual); Jorane Castro (Professora do Curso de Cinema da UFPA e Cineasta); Fernando Segtowick (Jornalista e Cineasta); Priscila Brasil (Cineasta).
Mediadora: Adelaide Oliveira (Funtelpa)

17h30 - Encerramento

• 22 de Abril (DOMINGO)

09h30– Mesa Redonda A Música e o Cinema
Debatedores: Leonardo Coelho de Souza, mestre em Música pela University of Missouri - Columbia (EUA) e professor da Escola de Música da UFPA; Salomão Habbib, professor do Curso de Música e compositor; Urubatan Castro, professor de Música da UEPA; Robenáre Marques – professor de Música e autor da composição que marca o Centenário do Cinema Olympia.
Mediador: Ricardo Harada – professor do Curso de Cinema da UFPA.

12h30 – Almoço

14h – Palestra “Do Cinema do Século XX ao Cinema Digital”
Palestrantes: Marco Moreira e Arnaldo Prado Jr.

15h30 – Intervalo

16h – Palestra “Cinema Olympia : Registro de uma História Cultural”
Palestrantes : Pedro Veriano e Luzia Miranda Alvares.

quarta-feira, 18 de abril de 2012

Sala de Arte e Ensaio apresenta a “A Hipótese da Pintura Roubada”

O Projeto “O Ensino em Sala de Arte e Ensaio” exibe, nesta quinta-feira, 19/04, o documentário “A Hipótese da Pintura Roubada” (L'Hipothèse du Tableau Volè, Fr, 1979). A projeção inicia às 8h, no auditório do Ateliê de Artes, seguida de debate e troca de idéias.



Reconstituição com atores de um dos quadros analisados no filme


Com a direção do cineasta chileno Raul Ruiz, o filme desta quinta-feira, 19, tem um enredo fascinante. O roteiro traz dois narradores que apresentam possíveis conexões entre uma série de seis quadros (ou sete se considerarmos uma obra que foi roubada), os reconstituindo com atores e levantando a hipótese de que nestas pinturas estaria, inclusive, contida a história de um escândalo que abalou a sociedade da época. O filme também é um convite ao pensamento sobre a percepção da vida e da Arte.

Contemplado com o edital PROINT 2012-2013, o projeto “O Ensino em Sala de Arte e Ensaio” tem como objetivo promover uma série de atividades de cineclubismo, oficina e seminário de processos criativos em Cinema e Audiovisual, além da produção de curtas. As atividades de cineclubismos iniciaram em março passado com exibição do documentário Janela da Alma (BR, 2001), de João Jardim e Walter Carvalho. O projeto é coordenado pela professora Ana Cláudia Melo e integrado pelo professor Ricardo Harada, ambos do curso de Cinema e Audiovisual, e também pela professora doutora, Carmen Silva, do curso de Museologia.

FICHA TÉCNICA


A hipótese do quadro roubado (63min, França, 1979)
Título original: L’Hypothèse du tableau volé
Direção: Raul Ruiz
Roteiro: Raul Ruiz e Pierre Klossowski

segunda-feira, 16 de abril de 2012

Matéria Publicada no Diário do Pará Sobre o Seminário de 100 anos do Cinema Olympia.

O Diário do Pará Publicou no dia 16/04/2012 uma matéria a respeito do Seminário de 100 anos do Cinema Olympia.
Veja a matéria completa no link abaixo:

http://ee.diariodopara.com.br/Default.aspx?pID=56&eID=13986&lP=4&rP=5&lT=page

Cinema mais antigo em atividade no Brasil resiste à modernidade e chega aos 100 anos


Verdadeiro símbolo da cultura belenense, o cinema mais antigo em funcionamento no Brasil completa um século de história. Para comemorar esta data, o Instituto de Ciências da Arte (ICA) da Universidade Federal do Pará (UFPA), por meio do curso de Cinema e Audiovisual, organiza o Seminário 100 anos de Cinema Olympia: histórias, desafios e perspectivas, um espaço para pensar sobre a realização audiovisual e de valorização do próprio Olympia, patrimônio histórico e cultural de Belém. A iniciativa conta com a parceria da Associação de Críticos de Cinema do Pará (ACCPA) e é uma realização da Prefeitura de Belém.   As inscrições para participar do evento se encerram nesta terça-feira, 17.
O evento ocorre entre os dias 20 e 22 de abril. A intenção é promover uma reflexão sobre o contexto da produção, distribuição e exibição cinematográficas no País; discutir sobre os desafios desta indústria, sobre a importância da crítica e, ainda, sobre a própria presença do cinema na vida das pessoas, relacionado a outras vertentes artísticas.
Programação – Grandes personalidades locais e nacionais foram convidadas a participar dos três dias de Seminário, que conta com palestras, conferências e mesas-
-redondas sobre a história do Olympia e do cinema, a indústria no Brasil e as perspectivas para os próximos anos. Os jornalistas Pedro Veriano, Marco Antônio Moreira e Luiz Zanin (Estadão), além da professora Alessandra Meleiro, pós-doutora pela University of London (Media and Film Studies), e demais profissionais da área estarão presentes no evento.
Segundo a coordenadora do curso de Cinema e Audiovisual da UFPA, professora Ana Claudia Melo, um dos pontos altos da programação será a mesa-redonda “O futuro que queremos para o Cinema Olympia”, pois, neste espaço, pode ser desenhada uma proposta efetiva para a utilização do Cine Olympia, a qual, posteriormente, deverá ser  encaminhada ao Poder Público.
“Vamos expressar o desejo de que o Cinema Olympia continue de portas abertas e, de preferência, que se torne um Cinema Universitário, no qual poderíamos desenvolver ações que incentivem a inclusão social, por meio de atividades de cineclubismo, cursos e oficinas para profissionalização na área de Cinema e Audiovisual, além de garantir uma programação de mostras e ciclos temáticos audiovisuais, transformando o Cinema Olympia em espaço alternativo de projeção de filmes”, acrescenta Ana Claudia.
Confira aqui a programação completa.
História – Fundado em 24 de abril de 1912, o Cine Olympia já passou por várias administrações neste século e, desde 2006, é um espaço cultural administrado pela Prefeitura de Belém. Na opinião de Ana Claudia, o Olympia é um exemplo de que o envolvimento da sociedade pode fazer grande diferença na área cultural. “Desde 1997, vários chamados ‘cinema de rua’ começaram a fechar suas portas, devido ao surgimento do sistema multiplex, ou seja, um espaço com várias salas dentro dos shoppingcenters. O Cine Olympia vem resistindo bravamente, graças à própria mobilização da sociedade.”
A expectativa é marcar a história cultural do Estado, com uma grande homenagem ao Olympia. A professora Ana Claudia afirma que será um momento de reencontro com a própria história do cinema paraense, um momento de pensar sobre a importância deste espaço para a cultura local e para preservar o Olympia como ícone de um espaço alternativo ao cinema comercial, que resiste ao tempo e se mantém na memória popular.
Serviço:
Seminário “100 anos do Cinema Olympia”
Data e local: 20, 21 e 22 de abril de 2012, no Espaço Cultural Cinema Olympia (Av. Presidente Vargas, 918. Bairro Campina).
Inscrições gratuitas, pelo blog do Curso de Bacharelado em Cinema e Audiovisual do Curso de Cinema e Audiovisual da UFPA, até o dia 17. Vagas limitadas.
Mais informações: (91) 3201-7504
Texto: Gustavo Ferreira – Assessoria de Comunicação da UFPA